Intel pode estar preparando uma revolução em seus processadores

28 de dezembro de 2016 Comentário(s)
Intel pode estar preparando uma revolução em seus processadores
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Apesar de os processadores trazerem novidades praticamente todos os anos, clocks mais altos, mais núcleos, transistores menores e muito mais poder de processamento, a verdade é que a arquitetura x86 da Intel segue da mesma forma há muito tempo.

Entretanto isso parece estar quase chegando ao fim, pelo menos se esses rumores sobre o roadmap da Intel para os próximos anos estiverem corretos. De acordo com as informações destes rumores, a empresa pretende terminar a linha Core em 2019 com a arquitetura Tiger Lake e, a partir de 2020, remodelar completamente o x86.

Esse passo seria extremamente importante para garantir mais desempenho porém, faria com que os novos processadores não fossem 100% compatíveis com instruções mais antigas. Isso significa, a grosso modo, que um aplicativo feito hoje pode não funcionar nas novas CPUs Intel a partir de 2020. Isso seria uma grande mudança, visto que atualmente qualquer aplicativo x86 desenvolvido há mais de 20 anos ainda pode rodar (com limitações) em CPUs modernas.

A ideia é liberar espaço dentro do núcleo para que novas e mais eficientes arquiteturas sejam instaladas por ali. Para manter a compatibilidade com instruções mais antigas, todas as CPUs modernas ainda carregam fisicamente as peças de processamento. É como se a evolução dos processadores fosse apenas uma “acumulação” de CPUs uma dentro da outra, sempre miniaturizadas, mas de alguma forma sempre lá dentro.

Imagine que para comprar um novo sofá você precisa jogar o antigo fora; e até agora tudo o que a Intel fez foi guardar o sofá no sótão. Como o sótão está cheio, é preciso começar do zero e refazer a arquitetura x86 com novas e mais eficientes instruções e esse espaço dentro do DIE da é essencial para que isso seja possível.

Mas os jogos e apps atuais vão parar de funcionar nos computadores novos?

Não e não faria nenhum sentido que isso acontecesse, tanto para a Intel quanto para o mercado em geral. A ideia é que as CPUs com essa nova arquitetura tenham um salto de desempenho muito maior já que será possível adicionar muito mais poder de processamento. Com isso, as instruções de legado que foram removidas fisicamente poderão ser facilmente emuladas via software.

Com isso é,  provável que nós, simples mortais, não vejamos nenhuma diferença na hora de ligar e usar o computador e que aquele software de gerenciamento da oficina do seu tio feito para rodar em MS-DOS continue funcionando normalmente. Já os novos aplicativos terão muito mais poder de processamento disponível.

Essa manobra da Intel — apesar de ainda ser um rumor — faria muito sentido, principalmente se considerarmos o movimento atual do setor que é aumentar o processamento e consumir menos energia. Ao remover as “tranqueiras”, certamente teremos processadores muito mais eficientes energeticamente falando.

Fonte(s): Bits ‘n Chips

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Entrei no mundo dos computadores em 1987 e desde então tenho dedicado minha vida ao mundo da tecnologia. Fui redator e editor do TecMundo e do TecMundo Games, ajudando a consolidar a marca como um dos maiores nomes da tecnologia no Brasil. Além de games e eletrônicos também gosto de acompanhar o mundo dos negócios e seguir de perto a evolução do mercado de tecnologia.