AMD mostra GPU Vega, veja como funciona a nova arquitetura

5 de janeiro de 2017 Comentário(s)
AMD mostra GPU Vega, veja como funciona a nova arquitetura
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Algumas horas depois do vazamento dos slides da apresentação da AMD, a empresa subiu liberou todas as informações oficiais do Vega, a nova arquitetura gráfica da companhia. As surpresas são muitas: se muita gente acreditava que ele seria apenas uma versão melhorada do Polaris, todos erraram.

O Vega apresenta muitas mudanças na arquitetura, fazendo o Polaris parecer apenas um chip intermediário enquanto o verdadeiro campeão não chegava.

Uma nova tecnologia de memória

Não era segredo que o Vega teria suporte à memória HBM2, porém, as mudanças no controlador de memória da GPU é que foram a maior surpresa apresentada pela AMD hoje. O dispositivo agora conta com um controlador de cache de largura de banda alta (HBCC – High-Bandwidth Cache Controller) e, é claro, com o cache com largura de banda alta (High-Bandwidth Cache).

Mas e qual a utilidade disso dentro da GPU? Simples, algumas aplicações utilizam muito mais dados que aqueles já alocados na memória de vídeo — como alguns softwares de renderização, por exemplo. Ao precisar de mais dados, a placa precisa parar o processamento atual, ir até a RAM principal da máquina ou pior, até o HD buscar essas informações. Isso leva uma eternidade em tempo de processamento causando slowdows e “travadinhas” esporádicas.

A AMD não explicou exatamente como esse novo cache vai resolver esse problema, mas demonstrou como um programa de renderização, que antes levava horas para processar uma imagem, agora faz isso em tempo real. Outro ponto que ajudou a melhorar esse desempenho foi a ampliação do adereçamento de memória virtual para até 512 TB, ajudando a acelerar o processo como um todo.

A memória de vídeo também funciona diferentemente no Vega. Se antes os chips eram separados e montados na PCB em torno da GPU, agora os chips de VRAM HBM2 ficam encapsulados junto ao núcleo. Esse é o recurso que a AMD está chamando de High-Bandwidth Cache.

Esse novo recurso deve ser apreciado, principalmente, por aplicações de processamento de dados e imagens, mas a AMD garante que isso também deve surtir efeito nos games. De acordo com a empresa, os games atuais alocam muita memória na VRAM, mais acessam apenas parte dela. Com o novo recurso será possível alocar e trabalhar com mais memória de forma mais eficiente, consequentemente, acelerando o processamento de dados.

Unidade computacional da nova geração?

A AMD também deixou claro que quer colocar o Vega para processar dados como um supercomputador. Para isso, a companhia adicionou um sistema personalizável de unidade computacional (Vega NCU – Next-Generation Compute Unit) que agora aceita até 512 operações de 8-bit por clock, 256 operações de 16-bit por clock ou 128 operações de 32-bit por clock.

Aliando isso a um modo de cálculo de dupla precisão personalizável, temos um hardware ótimo para sistemas de deep learning e deve se sair melhor que arquiteturas mais antigas nessa tarefa.

Processamento de efeitos com mais eficiência

Mais uma novidade no processamento de informações do Vega é o novo pipeline de geometria programável que agora oferece o dobro de eficiência por clock que na geração Passada. Ele funciona gerenciando melhor as threads de processamento dos shaders. A parte complicada disso é que os programadores precisam criar aplicações que mirem especificamente nesse recurso para tirar o maior proveito possível do Vega.

A Pixel Engine também foi remodelada e existe um novo tipo de rasterizador que aumenta o desempenho, diminui o consumo através de um processo que desenha apenas os pixels visíveis na tela. O acesso ao cache L2 ajuda a melhorar o desempenho.

A AMD não mostrou a placa de vídeo fisicamente e nem exibiu maiores detalhes sobre as especificações técnicas. Também não vimos benchmarks e nem comparações com outras GPUs, principalmente da Nvidia.

A única demonstração real do poder do Vega que pudemos ver foi com o vídeo de Doom rodando em 4K a 70 FPS através da API Vulkan. O desempenho é parecido com o atingido por uma GeForce GTX 1080 customizada, então acreditamos que o Vega seja um competidor de igual para igual com a placa da Nvidia.

Agora só nos resta esperar pelos próximos passos e ver qual será o novo capítulo da batalha das GPUs.

Fonte(s): YouTube | AMD

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Entrei no mundo dos computadores em 1987 e desde então tenho dedicado minha vida ao mundo da tecnologia. Fui redator e editor do TecMundo e do TecMundo Games, ajudando a consolidar a marca como um dos maiores nomes da tecnologia no Brasil. Além de games e eletrônicos também gosto de acompanhar o mundo dos negócios e seguir de perto a evolução do mercado de tecnologia.